A SEITA
Bem que me disseram:
- Não entre naquela seita,porque eles vão querer tentar expulsar o demônio que não existe em voce a todo custo.
Dito e feito.
Numa noite,resolvi entrar na tal seita cheia de fanáticos místicos,sentei-me no fundo da igreja,na ultima fileira de bancos para ver melhor a encenação cênica e cínica.
A evocação começa e é teatralmente sinistra.A meia-luz,ouve-se os acordes pesados de um teclado suavemente nervoso.Uma voz rouca e louca ecoa e evoca o demônio que logo não tarda em dá as caras.
A mão ágil do exorcista balança pra lá e pra cá a cabeça do infeliz ator, - talvez seja para entontecer o 'demônio' que ali esteja.A mente hipnotizada e sugestionada se deixa levar pelo comando de voz do exorcista mala,o corpo enlanguescido logo cai de joelhos no centro do palco falando guturalmente coisas desconexas.As pessoas ali gritam em coro palavras de ordem.
Até que, no último ato,o ator contratado solta um urro de alívio,abre os olhos com voz emotiva,se sentindo liberto supostamente daquele 'demônio' destruidor que o afligia.E triunfante,o exorcista sem hesitar,em gesto de vitória,extrai-lhe o primeiro demônio-piolho da cabeça do pobre contratante.
contos pervertidos
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