domingo, 18 de novembro de 2018

CRÔNICA


Descobriu-se poeta ainda na adolescência,
magro morando com os pais em pau d'arco,sonhava em ter a sua primeira máquina de escrever para mostrar pro mundo a sua poesia introspectiva.Cresceu e tempos depois,já estava diplomado e trabalhando de assalariado no Lyceu Parahybano,juntando doença e paixões.Teve finalmente,a chance de contrair matrimônio com Ester que mais tarde iria lhe deixar.

Daí por diante,não parou mais de escrever sua poesia científica,alimentando-se de dor e sofrimento e,de um e outro poeta notável que chegava ao seu alcance,amontanhando em gavetas poemas e sonetos.Anos depois,teve o apoio monetário do irmão para publicar seu primeiro livro imortal,onde a crítica recebeu com efusivos louvores.A parti daí,se deu por satisfeito vindo os anos vindouros sem publicar mais nada.

Porém,as crônicas afônicas da época começaram a se perguntar porque ele não publicava mais nada e,porque vivia enclausurado.Pois as suas aparições eram cada vez mais raras.A razão era simples:o que a crítica tísica queria na verdade,era que ele escrevesse um livro ruim para meter o pau.Mas como poeta arcano,jamais iria dá esse gostinho ao seus algozes.



CRÔNICAS

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