terça-feira, 10 de julho de 2018

O que prega o ateísmo?
Nada. Ao contrário das religiões organizadas, o ateísmo não possui textos sagrados ou hierarquia. O ateísmo não é e nem possui uma doutrina e portanto a única coisa que todos os ateus têm em comum é a ausência de crença em deuses.

Quem são os ateus?
Ateísmo. Ateísmo, num sentido amplo, é a ausência de crença na existência de divindades. O ateísmo é oposto ao teísmo, que em sua forma mais geral é a crença de que existe ao menos uma divindade. ... Os ateus têm oferecido vários argumentos para não acreditar em qualquer tipo de divindade.

O que significa um ateus?
Ateu é quem não crê em Deus ou em qualquer "ser superior". A palavra tem origem no grego “atheos” que significa “sem Deus, que nega e abandona os deuses”. ... O ateísmo é a "doutrina" dos ateus. É uma postura filosófica que rejeita a ideia de existência de quaisquer deuses.

O que é teísta e ateísta?
Quem acredita em existência do sobrenatural, em deuses, ou deus, é teísta(deus pessoal), deísta(quem acredita em Deus de forma vaga), e quem acredita na inexistência é ateísta forte. ... Justamente pelo elemento fé, que afirma sem evidencias positivas, que muitos ateus preferem não fazer parte do ateísmoforte.

A crença ateísta

Alguns ateus consideram que o ateísmo não é uma crença, que não é uma religião e que não possui uma doutrina a ser seguida.

Os ateu acreditam que Deus (Criador) não existe. Se trata de uma crença na não existência de Deus. O que os diferencia dos agnósticos, onde eles acreditam que o homem não tem a capacidade para conhecer o absoluto.

Então, vamos agora consultar um dicionário para saber com exatidão os significados dos termos em questão.

"Ateísmo: do Gr. a, não + Theós, Deus; s. m., doutrina que consiste na negação da existência de Deus; descrença."

Verificamos então que realmente o ateísmo é a descrença em divindades, no entanto, é uma "doutrina".

E o que é uma "doutrina"?

"Doutrina: do Lat. doctrina; s. f., conjunto de princípios básicos, fundamentais, de um sistema religioso, político ou filosófico; catequese cristã; opinião de autores; norma, regra, preceito."
Portanto, sendo uma doutrina filosófica, o ateísmo possui um conjunto de princípios básicos na qual os ateus acreditam. Logo, existe uma determinada crença filosófica (acreditar=crer).

E o que é uma "crença"?

"Crença: do Lat. credentia; s. f., fé, lei religiosa; convicção; pendor para certa pessoa, desejo amoroso; credencial, crédito diplomático; pop., desconfiança, birra."

Sendo o Ateísmo uma doutrina que consiste na negação da existência de Deus, com um conjunto de princípios filosóficos fundamentais, nos quais os ateus acreditam com convicção, julgo poder dizer que se trata de uma crença.


TODO AGNOSTICOS É ATEU ?

Segundo as definições que adotamos, sim. Todos os ateus, agnósticos ou não, rejeitam o teísmo: os agnósticos porque entendem que a questão não está decidida, e os demais porque entendem que ela já foi decidida contra o teísmo. No entanto, quem se identifica como ateu em geral adota uma forma não agnóstica de ateísmo.

POR QUE ALGUEM SE TORNA ATEUS

Essa pergunta só faz sentido para muitas pessoas porque atualmente o ateísmo é minoritário no mundo, embora componha importantes frações da população de muitos países (veja números de ateísmo em diversos países,países com o maior número de ateus e agnósticos e comentários sobre os números globais de descrentes e não religiosos). Todo mundo nasce ateu, ou seja, sem crenças em quaisquer deuses, e a maior parte das pessoas adquire essa crença devido à doutrinação em casa e na escola. Portanto, ao contrário do que acontece com a religião, alguns ateus sempre foram ateus, e outros se tornaram ateus. Mas ainda assim é claro que qualquer forma de ateísmo deve ter justificativas sólidas.
No que diz respeito à existência de qualquer entidade, a posição “default”, ou padrão, é a de descrença: das infinitas entidades que podemos imaginar, cremos apenas na existência da diminuta fração de coisas a respeito das quais temos boas razões para acreditar que existem (do contrário, creríamos na existência de um enorme número de coisas cuja inexistência não podemos provar, como um bule de chá azul na órbita de Marte, e dragões invisíveis e indetectáveis por qualquer meio conhecido). Os agnósticos entendem que os argumentos em favor do teísmo não são suficientes para decidir a questão. Os demais ateus entendem que nenhum desses argumentos se sustenta, e em alguns casos também vêem importantes argumentos contrários ao teísmo. Para uma explicação mais detalhada, visite a área de argumentos.
PORQUE DEVO ME ASSOCIAR?
Essa pergunta só faz sentido para muitas pessoas porque atualmente o ateísmo é minoritário no mundo, embora componha importantes frações da população de muitos países (veja números de ateísmo em diversos países,países com o maior número de ateus e agnósticos e comentários sobre os números globais de descrentes e não religiosos). Todo mundo nasce ateu, ou seja, sem crenças em quaisquer deuses, e a maior parte das pessoas adquire essa crença devido à doutrinação em casa e na escola. Portanto, ao contrário do que acontece com a religião, alguns ateus sempre foram ateus, e outros se tornaram ateus. Mas ainda assim é claro que qualquer forma de ateísmo deve ter justificativas sólidas.
No que diz respeito à existência de qualquer entidade, a posição “default”, ou padrão, é a de descrença: das infinitas entidades que podemos imaginar, cremos apenas na existência da diminuta fração de coisas a respeito das quais temos boas razões para acreditar que existem (do contrário, creríamos na existência de um enorme número de coisas cuja inexistência não podemos provar, como um bule de chá azul na órbita de Marte, e dragões invisíveis e indetectáveis por qualquer meio conhecido). Os agnósticos entendem que os argumentos em favor do teísmo não são suficientes para decidir a questão. Os demais ateus entendem que nenhum desses argumentos se sustenta, e em alguns casos também vêem importantes argumentos contrários ao teísmo. Para uma explicação mais detalhada, visite a área de argumentos.
PORQUE DEVO ME ASSOCIAR?
Há vários motivos. Por exemplo, para lutar contra o preconceito e a discriminação. Além de empregos que foram perdidos ou não chegaram a ser ocupados, e diversas outras situações no dia-a-dia que foram e são vividas por muitos ateus e agnósticos, como por exemplo a associação que se faz entre criminalidade e ausência de religião (“só um sujeito sem deus no coração poderia ter estuprado e matado essa menina”), existem dados sólidos para mostrar como as pessoas se comportam com relação ao ateísmo.
Por exemplo, para medir índices de rejeição, há décadas o instituto Gallup vem perguntando aos norte-americanos se eles votariam para presidente em um indivíduo no geral bem qualificado e indicado pelo partido de sua preferência, caso ele fosse judeu, negro, mulher, etc. Nos Estados Unidos, os ateus têm hoje o maior índice de de rejeição entre todos os grupos pesquisados (53% não votariam em um ateu), bem à frente do segundo colocado (43% não votariam em um homossexual). A revista Veja encomendou uma pesquisa semelhante ao CNT/Sensus e descobriu que 84% dos brasileiros votariam em um negro para presidente da República (para 14%, “depende”), 57% dariam o voto a uma mulher (para 29%, “depende”), 32% aceitariam votar em um homossexual (para 32%, “depende”), mas apenas 13% votariam em um candidato ateu (para 25%, “depende”).
O quadro de rejeição aos ateus hoje no Brasil é pior do que o enfrentado nos Estados Unidos em 1978, quando 40% votariam em um ateu e 53% não votariam. Em outras palavras, no quesito de discriminação contra ateus estamos mais de 32 anos atrasados com relação aos EUA, que reconhecidamente é um país hostil ao ateísmo. Nosso quadro é ainda pior do que o enfrentado pelos negros no fim da década de 50, nos EUA: em 1959, 49% dos americanos votariam em um negro, e 46% não votariam. Essa pesquisa foi feita apenas 3 anos depois de a suprema corte determinar que a segregação racial em ônibus era ilegal.
Mas será que essa rejeição não se limita a pruridos políticos? Em 2008, a Fundação Perseu Abramo perguntou a 2014 pessoas acima de 15 anos, em todas as classes sociais, o que elas sentiam normalmente ao ver ou encontrar desconhecidos de diferentes “grupos de pessoas”. O resultado foi o seguinte: empatados com usuários de drogas, os ateus estão em primeiro lugar no quesito “repulsa/ódio”, sentimento despertado em 17% dos entrevistados. O segundo lugar é o de garotos de programa, com apenas 10%. Os ateus também estão em primeiro lugar na categoria “antipatia”, sentimento despertado em 25% dos entrevistados. Novamente, um empate técnico com usuários de drogas (24%). Portanto, 42% das pessoas sentem antipatia ou coisa pior pelos ateus. Definitivamente, este não é um problema de mero conservadorismo eleitoral.
Apreciemos dois exemplos recentes. Veja-se inicialmente a declaração do cônego José Luiz Villac:
“alguém que rompeu com Deus no fundo do seu coração é um indivíduo visceralmente ruim. Os aspectos aparentemente bons de sua personalidade apenas encobrem essa malícia de fundo, que contamina todos os seus atos internos e externos.”
“Ah, mas esse é só um religioso destilando preconceito para poucas centenas de fiéis na missa de todos os dias”, dirá você… Tudo bem, então vejamos o que tem a dizer um dos maiores jornais do país sobre ateísmo, usando evidentemente de toda a imparcialidade disponível a um veículo midiático de peso e importância no país. O Especial de religiões de 2001 da Folha de S. Paulo descreve nove religiões nos termos mais elogiosos possíveis, chegando a defender o machismo exacerbado das crenças toltecas; omitindo-se sobre o fato de que cientologistas achacam judicialmente todos os seus críticos, gastam fortunas para ascender hierarquicamente no grupo e vez por outra deixam de receber cuidados médicos em função de suas crenças; esquecendo de citar que o espiritismo ensina seus seguidores a culparem a si próprios por absolutamente todo mal que lhes sucede; e sendo perfeitamente condescendentes com os indivíduos que entendem que uma bebida psicotrópica é “santa”.
E como o especial descreve o ateísmo? Não com um texto jornalístico igualmente ufanista, mas com a crítica de um filósofo do século dezenove, que afirma
“O ateísmo, teórico e prático, é um vício profundo, ou, em termos mais claros, o vício radical do coração e do espírito humano. Século algum se viu livre dele, e o nosso está mais contagiado do que se imagina.”
Esse é o estado atual do ateísmo em nossa sociedade: vilipendiado abertamente até pelos supostamente mais sérios veículos de comunicação. Imagine-se o que aconteceria se o mesmo fosse dito do judaísmo, das religiões afro-brasileiras ou qualquer outro grupo religioso! Mas no caso do ateísmo, o resultado é só silêncio. Diversos pedidos para retirar esse texto foram simples e facilmente rejeitados nos últimos anos.
Para lutar contra isso é preciso estimular as pessoas a saírem do armário, informar a população e criar uma interlocução oficial com a mídia, a sociedade e o poder público. É preciso haver um postulante com legitimidade para avançar causas na justiça. A ATEA já vem cumprido todos esses papéis há muitos anos.
Além disso, há diversas questões no convívio social nas quais uma organização pode ajudar. E para aqueles que entendem que um mundo com mais ateus seria um mundo com menos mentiras, mais iluminado, mais pacífico e com recursos melhor utilizados, uma associação também é o caminho certo.
Apesar de o IBGE se recusar a divulgar a quantidade de ateus e agnósticos apurada pelos censos anteriores ao de 2010 e utilizar uma metodologia que cria sub-notificação de descrentes, sabe-se por pesquisas particulares que eles compõem cerca de 1 a 3% da população brasileira. Em novembro de 2000, a revista Isto É publicou uma pesquisa Brasmarket que ouviu 200 mil eleitores em 449 cidades do País, apontando 1,4% de ateus. Umapesquisa DataFolha de 2007 apontou 3%. São alguns milhões de descrentes no país, várias vezes mais do que o número de adeptos do judaísmo, umbanda e candomblé somados. É hora de nos unirmos para termos voz e visibilidade proporcional a esses números.
Ao se associar à Atea, você terá:

– Acesso exclusivo a área de membros;
– Informações em primeira mão sobre as vitórias da entidade;
– Acesso exclusivo à prestação de contas, atas e conteúdos restritos para membros;
– Participação nas ACPs (ações civis públicas) realizadas pelo nosso departamento jurídico.
Ao fazer parte da lista de emails exclusiva para associados, poderá receber convites para:
– participar de eventos representando os ateus;
– participar de entrevistas e programas de rádio, TV e universidades;
– participar de pesquisas diversas;
– fazer parte de comitês de organizações não-governamentais com pautas semelhantes;
(laicidade do Estado e luta contra a discriminação);
– apoiar projetos, trabalhos e pesquisas de universitários, mestrandos e doutorandos;
– receber livros que nos enviam (via sorteio);
– participar de eventos locais promovidos por associados na sua localidade;
– representar a Atea em algum evento específico na sua cidade.


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