sexta-feira, 21 de abril de 2017

FINADOS

não falo de amor há muito tempo.
há muito tempo não falo de amor.
de amor não falo há muito tempo.
atrofiados ficaram 
os sentimentos.

ao pé 
da tua morada derradeira
onde o silêncio cru
e nomes te circundam,
desato às lembranças 
que se materializam 
em prantos.

de todos 
os nomes talhados
no campo santo,
o teu é o mais são.
medito na morte 
que há no caos 
de toda carne,

penso e concluo: 
ele separa cá
e uni lá,deixando
"eu cá na terra sempre triste"





do livro
Inloventário Poético !

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